A doutrina do purgatório revela a falta de lógica com que a cabeça teológica funciona.
O purgatório é uma espécie de Ellis Island divina, uma sala de espera hadeada para onde as almas dos mortos vão se seus pecados não forem ruins o bastante para mandá-los para o inferno, mas pracisarem ainda de umas verificações e de purificação para ser admitidas no paraíso sem pecados.
O purgatório não deve ser confundido com o limbo, para onde os bebês que morrem sem ser batizados supostamente iam. E os fetos abortados? E os blastocistos?
Agora, com pose caracteristicamente arrogante, o papa Bento XVI acaba de abolir o limbo. Isso significa que todos os bebês que lá estiveram, lânguidos, por todos esses séculos vão derrepente flutuar para o céu? Ou permanecem lá e apenas os nascidos a partir de agora estão livres do limbo?
Ou os papas anteriores estavam todos errados desde o começo, apesar de sua infalibilidade? Esse é o tipo de coisa que todos nós devemos "respeitar".
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Me caíram os butiás do bolso agora.
ResponderExcluirComo é que foram abolir o limbo? Aquele lugar tão “lindo” e “agradável” destinada ás crianças não batizadas. Aliás, é algo tão nobre e humanitário separar as crianças batizadas e não batizadas, sendo assim uma questão de superioridade e inferioridade, mesmo que espiritual.
Se torna uma questão social: Pra onde vão agora as crianças que há tanto tempo permaneciam no limbo?
Lê-se no New York Times: “Crianças que antes moravam no limbo, procuram abrigo celestial temporário. Pede-se que a população envie doações e mantimentos.”
E se elas forem pro céu direto?
Mas aí seria injusto com as crianças cristãs, devidamente batizadas e educadas com todo seu aparato moral. Qual a vantagem de ser cristão se agora todas as crianças vão para o mesmo lugar?
Muito provavelmente, ao adentrarem no Céu, ocuparão um lugar marginal e não freqüentarão os mesmos lugares que as outras crianças. Afinal, mais de 2000 anos de separação não se superam de um hora para outra.
Ehehehehhehehe
TE amo!!
;@