As guerras religiosas são combatidas em nome da religião, e é terrivel como elas são frequentes na história.
Não consigo pensar em nenhuma guerra que tenha sido combatida em nome do ateísmo.
Como poderia?
Uma guerra pode ser motivada pela ganância econômica, pelo preconceito étnico ou racial, por ressentimentos profundos ou vingança, ou pela crença patriótica no destino de uma nação.
Um motivo ainda mais plausível para uma guerra é a fé inabalável de que a religião que se possui é a única verdadeira, reforçada por um livro sagrado que condene à morte de forma explícita todos os hereges e seguidores de religiões rivais, e que prometa de forma explícita que os soldados de Deus irão direto para o paraíso dos mártires.
O perigo da fé religiosa é que ela permite a seres humanos normais colher os frutos da loucura e considerá-los sagrados. Como cada nova geração de crianças aprende que as proposições religiosas não precisam ser justificadas, como todas as outras precisam, a civilização ainda está sitiada pelos exércitos dos irracionais.
Estamos, agora mesmo, nos matando por causa de literatura da Antigüidade. Quem diria que uma coisa tão tragicamente absurda seria possível?
Por outro lado, por que alguém iria à guerra em nome da ausência de fé?
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Falha: A origem dos valores morais.
Comece no Gênesis com a adorada história de Noé, derivada do mito babilônico de Uta-Napishtim e conhecida em mitologias de várias culturas. A lenda dos animais entrando na arca aos pares é linda, mas a moral da história de Noé é assustadora.
Deus condenou todos os seres humanos e resolveu ( com a exceção de uma família) afogar todos eles, incluindo as crianças, e também por via das dúvidas, o resto dos animais (presumivelmente inocentes).
É claro que os teólogos, irritados, protestarão dizendo que não se interpreta o livro do Gênesis em termos literais.
Mas é exatamente isso que estou dizendo! Escolhemos em que pedacinhos das Escrituas devemos acreditar, e quais pedacinhos descartar, por símbolos ou alegorias.
Essa escolha é uma decisão pessoal, tanto quanto a decisão do ateu seguir este ou aquele preceito moral foi uma decisao pessoal, sem nenhum fundamento absoluto.
Se uma coisa é "moralidade a olho", a outra também é.
Deus condenou todos os seres humanos e resolveu ( com a exceção de uma família) afogar todos eles, incluindo as crianças, e também por via das dúvidas, o resto dos animais (presumivelmente inocentes).
É claro que os teólogos, irritados, protestarão dizendo que não se interpreta o livro do Gênesis em termos literais.
Mas é exatamente isso que estou dizendo! Escolhemos em que pedacinhos das Escrituas devemos acreditar, e quais pedacinhos descartar, por símbolos ou alegorias.
Essa escolha é uma decisão pessoal, tanto quanto a decisão do ateu seguir este ou aquele preceito moral foi uma decisao pessoal, sem nenhum fundamento absoluto.
Se uma coisa é "moralidade a olho", a outra também é.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Casca
Acho que ninguém lembra de como e desde quando está aqui.
Não estou falando de nós... eu você ou qualquer outro...
Mas daquele que só se revela quando quem sabe fazer as incisões corretas e não superficiais, deixa rachar a casca que compõe oque chamamos de limite físico corporal.
Quando seu crânio rachar,o som agradável produzido será apenas o inicio da libertação de seu limite físico corporal... e quanto maior o nivel de quebra da casca, maior a revelação, mas as reações adversas podem não valer a pena...oque pode ser descrito como facadas auto-infringidas.
Não estou falando de nós... eu você ou qualquer outro...
Mas daquele que só se revela quando quem sabe fazer as incisões corretas e não superficiais, deixa rachar a casca que compõe oque chamamos de limite físico corporal.
Quando seu crânio rachar,o som agradável produzido será apenas o inicio da libertação de seu limite físico corporal... e quanto maior o nivel de quebra da casca, maior a revelação, mas as reações adversas podem não valer a pena...oque pode ser descrito como facadas auto-infringidas.
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