Comece no Gênesis com a adorada história de Noé, derivada do mito babilônico de Uta-Napishtim e conhecida em mitologias de várias culturas. A lenda dos animais entrando na arca aos pares é linda, mas a moral da história de Noé é assustadora.
Deus condenou todos os seres humanos e resolveu ( com a exceção de uma família) afogar todos eles, incluindo as crianças, e também por via das dúvidas, o resto dos animais (presumivelmente inocentes).
É claro que os teólogos, irritados, protestarão dizendo que não se interpreta o livro do Gênesis em termos literais.
Mas é exatamente isso que estou dizendo! Escolhemos em que pedacinhos das Escrituas devemos acreditar, e quais pedacinhos descartar, por símbolos ou alegorias.
Essa escolha é uma decisão pessoal, tanto quanto a decisão do ateu seguir este ou aquele preceito moral foi uma decisao pessoal, sem nenhum fundamento absoluto.
Se uma coisa é "moralidade a olho", a outra também é.
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Bah! Que foda. =O
ResponderExcluirAdorei o texto.
"O inferno é para onde os covardes enviaram os heróis".
Lemuel K. Washburn
Foda demais o texto amor
ResponderExcluirLembrei dessa citação que eu tinha lido há um tempo atrás e que faz muito sentido agora:
"O cristianismo nos afirma que há um homem invisível, que vive no céu e vigia tudo o que fazemos, o tempo todo. O homem invisível tem uma lista de 10 coisas que ele não quer que a gente faça. Se você fizer qualquer uma dessas coisas, o homem invisível tem um lugar especial, cheio de fogo, fumaça, sofrimento, tortura e angústia onde ele vai lhe mandar viver, queimando, sofrendo, sufocando, gritando e chorando para todo o sempre. Mas ele ama você!"
(George Carlin)
hahahahahahahahahhaha
te amooo !
;@
Se uma coisa é "moralidade a olho", a outra também é. Não é bem assim. Em qualquer excerto textual deve ser feita a divisão do que interpretar de modo literal ou quando se usar disso como análogo. E pra auxiliar, existe o racionalismo teórico, a fé ou ambos.
ResponderExcluirAcho que está em alguma epístola de São Paulo algo como "independente de cristão, judeu ou gentio, o caminho correto é o do coração". Chamamos de bom senso.
A Ética, a Moral e a Política vêm estudando atitudes justas há milhares de anos. Até hoje, não as foi permitido discordar, sob pena da perda da sua própria existência. Ora, existe moral sem justiça e justiça sem bom senso? Acredite, não é um paradoxo.
Beijo Tiagot. :)